Modelos usados e autos leves lideram vendas financiadas no estado, de acordo com levantamento da Trillia, unidade de negócios da B3
As vendas financiadas de veículos em São Paulo no primeiro trimestre de 2026 somaram 488,2 mil unidades, alta de 11,7% em relação às 437,2 mil unidades registradas no mesmo período de 2025. O levantamento foi feito com dados da Trillia, nova linha de negócios da B3 dedicada a Dados, Analytics e Inteligência Artificial.
No acumulado de janeiro a março, os autos leves seguiram na liderança dos financiamentos em São Paulo, com 375,3 mil unidades financiadas no primeiro trimestre de 2026, avanço de 9,9% frente às 341,5 mil unidades no mesmo intervalo de 2025. Dentro desse grupo, os veículos 0 km somaram 67,8 mil unidades, alta de 14,5% em relação às 59,3 mil unidades do primeiro trimestre do ano passado, enquanto os usados atingiram 307,4 mil unidades, crescimento de 8,9% ante 282,2 mil unidades.
O segmento de motos teve aumento de 20,2% no trimestre em relação aos três primeiros meses do ano anterior. Foram financiadas 60,5 mil novas unidades e 36,3 mil, ante 48,2 mil e 32,3 mil, respectivamente.
Entre os veículos pesados, o total financiado em São Paulo alcançou 15,9 mil unidades no primeiro trimestre de 2026, alta de 6,5% em relação às 14,9 mil unidades nos três primeiros meses de 2025.
“O primeiro trimestre mostra uma expansão consistente do crédito para a compra de veículos, e São Paulo contribui de forma relevante para o resultado nacional, que registrou alta nas vendas financiadas de veículos no primeiro trimestre de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior. O desempenho do estado reforça a trajetória de evolução observada ao longo do último ano e indica um cenário mais favorável para o setor automobilístico, com avanço tanto nos veículos novos quanto nos usados”, afirma Daniel Takatohi, superintendente de Produtos da Trillia.
São Paulo tem alta de 23,2% nos financiamentos de veículos em março
Na visão mensal, as vendas financiadas de veículos em São Paulo cresceram 23,2% em março na comparação com o mesmo período do ano passado, considerando autos leves, motos e veículos pesados, entre novos e usados. Nos autos leves, o volume avançou 21,6% na comparação anual, enquanto houve expansão de 30% em relação aos financiamentos de motos e de 22% nos pesados.
Na comparação com fevereiro de 2026, o mercado paulista registrou aumento de 18% no total de financiamentos em março. Os autos leves cresceram 17,5% no mês, as motos avançaram 17,1% e os veículos pesados tiveram alta de 39,2%.
Tabela Auto B3 indica alta nos preços de veículos em março
O acompanhamento mensal da Tabela Auto B3 mostra que, em março, o mercado nacional de veículos registrou um movimento de alta nos preços de transação, após os ajustes observados nos meses anteriores. O comportamento foi distinto entre veículos novos e usados, com maior intensidade de aumento no mercado de 0 km e estabilidade predominante no mercado secundário.
Veículos novos
Em março, os veículos 0 km apresentaram alta média de 0,86% nos preços de transação. O avanço foi observado na maioria dos segmentos, com destaque para picapes médias, SUVs, hatchbacks e sedans, além de crossovers e picapes derivadas de automóveis. As picapes compactas se destacaram como exceção, registrando queda mais acentuada no período. O movimento indica recomposição de preços, em um ambiente de menor intensidade promocional e demanda mais equilibrada em alguns segmentos.

Veículos usados
No mercado de usados, março foi marcado por maior estabilidade nos preços, com leve alta média de aproximadamente 0,18%. O comportamento foi bastante moderado entre os segmentos, com pequenas variações positivas e negativas. O principal destaque foi o desempenho das picapes médias, que registraram valorização mais expressiva, enquanto os demais segmentos, como hatchbacks, SUVs, sedans e veículos derivados de automóveis, apresentaram oscilações próximas da estabilidade, entre leves altas e quedas marginais. Esse cenário reforça a leitura de um mercado secundário ainda em processo de ajuste, com menor volatilidade e gradual acomodação dos preços.

















