Reduzir contaminação é primordial para evitar danos nos sistemas hidráulicos

É fundamental investir no controle de contaminação para melhoria da confiabilidade, pois a soma do custo da inatividade de equipamentos por paradas para reparação, reposição de componentes e de fluido pode ser maior que o gasto de um programa de manutenção.

Mais de 70% de todas as falhas dos sistemas de óleo hidráulico e de lubrificação é resultado da contaminação, de acordo com a experiência dos projetistas e usuários. Foi o que afirmou o Daniel Costa, supervisor de vendas da Hengst Filtration, quando abordou o tema “Melhoria na confiabilidade de equipamentos hidráulicos e Custo Total de Propriedade (TCO)”, no “Abra Talks”, evento virtual e mensal da Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas – Automotivos e Industriais, que conta com o patrocínio do Grupo Supply Service, realizado no dia 7 de abril. Contaminação gera um custo expressivo, pois, segundo Costa, há perda de produção devido à inatividade dos equipamentos que param para a reparação, gasto com reposição de componentes e de fluido, desgaste de peças, aumento geral do custo de manutenção e elevação da taxa de sucateamento.

As partículas mais comuns são as sólidas, mas há contaminantes líquidos, que aumentam a viscosidade e a taxa de acidez, envelhecem o óleo e podem ocasionar verniz, modificando as tolerâncias dinâmicas de cada componente. Os contaminantes gasosos surgem pela utilização do filtro de ar inadequado, por exemplo, e podem danificar a bomba, causando microerosões na saída da bomba. “Menor pressão, menor vazão, resultando em perda de eficiência”, adverte.

O supervisor de vendas da Hengst explicou que os fabricantes de equipamentos, geralmente, recomendam o grau de contaminação máximo permitido. “Se a classe de limpeza é 20 / 18 / 15 e se por meio dos sistemas de filtração se consegue reduzir para 16 / 14 / 11 se consegue aumentar em três vezes a confiabilidade e se chegar a 14 / 12 / 9, em até cinco vezes”, comentou.

Destacou que não se compra apenas o elemento filtrante, mas a tecnologia. “Estima-se que o custo do controle de contaminação é aproximadamente 8% do (TCO) quando não há controle de contaminação efetivo”, ressaltou Costa, acrescentando: “Você está investindo em proteção das tolerâncias dinâmicas e melhoria da confiabilidade”.

Costa mencionou que o custo do controle de contaminação, inicialmente, é alto, mas com o decorrer do tempo cai e chega ao pico operacional da produtividade e eficiência. No entanto, se interrompido o custo operacional aumenta novamente. “O controle de contaminação do equipamento é importante. Programas ineficientes de controle de contaminação resultam em aumento no custo total de propriedade”, enfatiza.

Também citou a razão beta, ou seja, eficiência do elemento filtrante ou a quantidade de partículas que entram no sistema. “O fabricante informa a razão beta para cada tamanho de partícula, é fundamental observá-la”, disse.

Finalizando, falou sobre o papel dos sensores e monitorador de partículas online, muito importantes também como indicadores de contaminação.

Para João Moura, presidente da Abrafiltros “estar atento aos pontos mencionados pode trazer muitos benefícios as indústrias, principalmente na redução de custos e eficiência de máquinas e equipamentos, onde o filtro e os elementos filtrantes tem papel fundamental”.

O evento, teve início às 9 h, com Daniel Costa. Em seguida, Camila Clementina Arantes, Doutora, Mestre e Tecnóloga em Saneamento pela Universidade Estadual de Campinas e Engenheira Ambiental pela Universidade São Francisco, falou sobre o tema voltado aos filtros para Estações de tratamento de Água, Efluentes e Reuso, e, às 10h, Renan Franzoi, Engenheiro Mecânico, com 15 anos na indústria automotiva e gestão de projetos de alta performance, apresentou o terceiro assunto, “Filtros Automotivos & Veículos de Alta Performance”.

O próximo “Abra Talks” acontece – de forma gratuita – no dia 12 de maio.