Na terça-feira (24/06), Randoncorp SA e Frasle Mobility SA divulgaram seus resultados operacionais de maio, com foco na receita líquida consolidada. Os números confirmam um quadro de retração para a Randoncorp e de leve queda para a Frasle, em um cenário global mais desafiador para montadoras, fabricantes de implementos e autopeças.
Um relatório do Banco Safra reforçou essa leitura, apontando um ambiente de curto prazo pressionado para as duas companhias. Entre os fatores citados estão a demanda mais cautelosa, o impacto relevante do câmbio e o aumento da incerteza em mercados internacionais, em especial na América Latina.
A Randoncorp registrou receita líquida de R$ 1,058 bilhão em maio, recuo de 8,4% na comparação com o mesmo mês de 2023 e queda de 4,4% em relação a abril. A Frasle somou R$ 447 milhões, baixa de 5,6% na base anual e de 2% na comparação mensal, ainda com sinais de resiliência parcial no mercado brasileiro.
De acordo com o Safra, parte das pressões externas foi amortecida pelo desempenho doméstico. Operações como 4Mobility e Nakata vêm ganhando tração e ajudaram a sustentar o volume de vendas no país, compensando parcialmente a fraqueza em outros mercados e a volatilidade do câmbio.
Na B3, a reação do mercado foi distinta para cada papel. No pregão desta terça-feira (24/06), as ações da Randoncorp (BOV:RAPT4) recuavam 2,72%, negociadas a R$ 4,29, abaixo da abertura em R$ 4,39 e próximas da mínima do dia, de R$ 4,28, em resposta à queda de receita. Já Frasle (BOV:FRAS3) seguia em sentido oposto, com alta de 1,87%, cotada a R$ 20,68, na máxima do dia, acima da abertura de R$ 20,35 e distante da mínima de R$ 20,12, refletindo uma leitura mais neutra do mercado sobre seus resultados.
A Randoncorp SA é um dos principais nomes em implementos rodoviários, autopeças e soluções de mobilidade, com forte presença internacional e portfólio diversificado. A Frasle Mobility SA é referência global em sistemas de fricção e componentes automotivos, com atuação destacada tanto na reposição quanto junto às montadoras.
As duas empresas compõem um elo relevante do parque industrial brasileiro e seguem altamente sensíveis ao ciclo econômico, às variações cambiais e à dinâmica da demanda global no setor automotivo.

















