Medida lançada pelo governo federal reduz juros e amplia o acesso ao crédito de forma mais sustentável, com foco na prevenção da inadimplência. A iniciativa mira diretamente empreendedores informais, parcela ainda expressiva da força de trabalho brasileira.
A proposta é oferecer condições mais favoráveis para reorganização financeira e preservação da capacidade de pagamento desse público. Os trabalhadores informais passam a contar com uma linha de crédito com juros de 1,99% ao mês – patamar bem abaixo das taxas anteriores, que variavam entre 6% e 12% ao mês. Para ter acesso à linha, a dívida precisa ser igual ou inferior a R$ 15 mil e já contar com, no mínimo, quatro parcelas pagas.
“Tivemos a menor taxa de desemprego dos últimos 14 anos, de 5,6%. E, no acumulado de 2026, já foram abertos mais de 2.500 novos negócios. A economia continua aquecida e com indicadores positivos”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.
Ele destaca, porém, que o empreendedorismo informal ainda é uma realidade relevante no país, apesar de indicar leve retração. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mostram que, no trimestre encerrado em janeiro, a proporção de trabalhadores informais na população ocupada foi de 37,5% — o menor índice desde julho de 2020. Isso representa 38,5 milhões de pessoas. No trimestre móvel anterior, o percentual era de 37,8% e, no mesmo período de 2024, de 38,4%.
“Essa medida é importante porque traz esse público para a visibilidade e permite que ele tenha fôlego e mais tranquilidade para quitar suas dívidas. Além disso, o Sebrae atua para impulsionar a formalização desses empreendedores, garantindo mais qualidade de vida e criando condições para que ampliem seus ganhos”, reforça Soares.

















