Segundo o Sindipeças, o resultado de março aponta alta de 22,5% em relação ao mesmo mês de 2025 (US$ 1,11 bilhão). O desempenho reflete a combinação de queda de 19,1% nas exportações (US$ 641,5 milhões) com aumento de 5,2% nas importações (US$ 2,0 bilhões).
No acumulado do primeiro trimestre, o déficit da balança de autopeças somou US$ 3,6 bilhões, praticamente estável frente ao mesmo período de 2025. Nessa base de comparação, as exportações (US$ 1,7 bilhão) recuaram 15,7%, enquanto as importações (US$ 5,3 bilhões) diminuíram 5,7%. O movimento é coerente com outros indicadores do setor automotivo: a Anfavea reportou queda de 18,5% nas exportações de autoveículos no período, ao mesmo tempo em que o emplacamento de veículos importados avançou 5,6%.
A recente valorização do real pode ter contribuído parcialmente para esse quadro, mas o principal fator está ligado ao ambiente desfavorável nos dois maiores mercados de destino das autopeças brasileiras: Argentina e Estados Unidos. Juntos, eles responderam por quase metade das exportações do trimestre, porém registraram recuos significativos em relação ao mesmo período de 2025: -23,6% para a Argentina e -30,8% para os Estados Unidos. A recuperação ainda lenta da economia argentina e a manutenção de sobretaxas de importação no mercado norte-americano seguem restringindo o desempenho das vendas externas brasileiras e ampliando a pressão sobre o déficit do setor.
Na outra ponta, as importações provenientes da China continuam em expansão. De acordo com a Anfavea, no primeiro trimestre os emplacamentos de autoveículos importados daquele país cresceram 68,9%, passando a representar cerca de 46% de todos os veículos importados licenciados no período. No segmento de autopeças, a China respondeu por 23,1% das importações totais no trimestre, com avanço de 9,1% frente ao mesmo intervalo do ano anterior.
















