Estudo da EY

Estudo da EY Revela Tendências e Oportunidades Estratégicas para Empresas no Brasil

A máxima de que não é possível ficar parado em um mundo em constante mudança ganhou respaldo na edição mais recente do CEO Outlook, estudo conduzido pela EY-Parthenon. Entre os executivos brasileiros ouvidos, 98% afirmam que suas empresas já têm iniciativas de transformação em andamento (62%) ou que devem começar nos próximos 12 meses (36%). Esses projetos atravessam todas as áreas do negócio e são vistos como estratégicos para o futuro das organizações. Apenas 2% dizem não ter nenhum movimento de transformação em curso. No recorte global, o índice é de 97%, somando os 52% com transformação em andamento e os 45% com início previsto para o próximo ano.

“Essa constatação é uma resposta ao ambiente atual de negócios, marcado por incertezas e mudanças frequentes. As instabilidades geopolíticas, agravadas por conflitos militares, e a rápida evolução da tecnologia — com empresas correndo para obter retorno prático de seus investimentos em inteligência artificial — têm levado as organizações a acelerar seus programas de transformação para não perder competitividade”, afirma Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon. “A capacidade de reação das empresas está sendo testada pela instabilidade geopolítica, que traz volatilidade a mercados sensíveis como o de petróleo e gás, cuja alta de preços espalha pressão inflacionária por toda a economia”, complementa.

O levantamento ouviu 1,2 mil CEOs de grandes empresas entre novembro e dezembro de 2025. Os executivos representam 21 países (Brasil, Canadá, México, Estados Unidos, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, França, Alemanha, Itália, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Reino Unido, Austrália, China, Índia, Japão, Singapura e Coreia do Sul) e cinco grandes setores: bens de consumo e saúde; serviços financeiros; indústria e energia; infraestrutura; e tecnologia, mídia e telecomunicações. Entre as companhias participantes, 20% têm receita global anual inferior a US$ 500 milhões; 20% variam entre US$ 500 milhões e US$ 999,9 milhões; 30% faturam de US$ 1 bilhão a US$ 4,9 bilhões; e outros 30% superam US$ 5 bilhões.

Transformação focada em engajamento e eficiência

Na amostra brasileira, os principais objetivos dessas iniciativas — apontados como prioridades máximas — estão concentrados em dois eixos: melhorar o engajamento e a retenção do consumidor e otimizar operações, elevando produtividade e digitalização. Cada um desses focos foi citado por 16% dos respondentes.

Logo atrás, com 14% das respostas, aparecem duas metas: “reformulação radical do modelo de negócios para o futuro, com o objetivo de destravar novas formas de criar, entregar e capturar valor” e “redução de custos”. Os CEOs podiam escolher até três resultados prioritários e só responderam essa parte do questionário aqueles que já têm transformação em curso ou planejada para os próximos 12 meses.

O estudo também mediu o nível de confiança dos executivos brasileiros em relação à entrega desses resultados. Oito em cada dez (85%) dizem estar muito confiantes na capacidade das iniciativas de transformação de melhorar o engajamento e a retenção dos colaboradores. Já 76% afirmam ter alta confiança no avanço de produtos e na inovação de processos corporativos, tanto para aprimorar a oferta atual quanto para criar novos produtos e serviços. Para 68%, há grande confiança na possibilidade de uma reformulação radical do modelo de negócios, mirando novas formas de geração de valor.

Na sequência, 57% declaram estar muito confiantes na melhora do engajamento e da retenção dos consumidores a partir desses projetos de transformação, enquanto 55% têm o mesmo nível de confiança em relação ao cumprimento das metas de sustentabilidade.