Momento é oportuno para criar valor percebido

Momento Oportuno Para Criar Valor Percebido: Como Aproveitar as Oportunidades e Destacar Sua Marca

A edição 2026 da pesquisa Autop of Mind – realizada pelo After.Lab, núcleo de inteligência de negócios da Nhm – chega em um momento especialmente desafiador para o setor automotivo. O aumento da frota circulante, puxado pelo aquecimento do mercado de usados, eleva a demanda por reposição. Ao mesmo tempo, a diversificação tecnológica dos veículos torna a operação mais complexa em toda a cadeia, da indústria à oficina. Novas marcas entram em cena, linhas de produtos se ampliam e a gestão de estoque fica mais crítica. Nesse contexto, comunicar bem deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser uma condição básica de sobrevivência.

Comunicar bem, porém, não significa apenas “aparecer”. Significa gerar valor percebido, transmitir confiança técnica e manter presença consistente ao longo do tempo. No fim do dia, o aftermarket não compra só produto. Compra segurança – e essa segurança começa muitas vezes pela familiaridade com a marca e pela confiança construída na prática.

Nesta edição, apresentamos a primeira parte da divulgação dos resultados da Autop of Mind 2026. Nesta fase, foram entrevistados 464 reparadores nas nove principais capitais do país: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador, São Paulo, Recife e Rio de Janeiro. A pesquisa é dividida em duas etapas: em maio, o AAFD divulgará os resultados do estudo realizado com proprietários de veículos.

Um ponto central da metodologia: a Autop of Mind mede respostas imediatas e espontâneas dos entrevistados para cada categoria de produto, sem qualquer interferência do pesquisador. Isso faz com que, em alguns casos, uma marca seja citada para um item que ela não fabrica ou não oferece ao mercado. Nesta edição, isso ocorreu especificamente com a aparição da NGK no quesito “bicos injetores”.

Trata-se de uma categoria em que duas marcas concentram grande parte das menções. As demais respostas, embora pouco representativas, acabam agrupadas em índices muito próximos – e baixos – de lembrança, com algumas marcas se destacando por diferença mínima. Foi o que aconteceu em “bicos injetores” e, para reproduzir fielmente o que os reparadores disseram, a decisão foi manter todas as citações na íntegra.

Feita essa ressalva, as respostas – apresentadas nas tabelas a seguir – mostram quem soube construir presença e ocupar espaço privilegiado na memória do mercado. Mais do que uma lista de nomes, os resultados indicam quais empresas conseguiram estabelecer conexão real com seus públicos, transformando comunicação em lembrança e lembrança em relevância. No aftermarket, não basta ser visto. É preciso ser lembrado – e, no momento decisivo, ser escolhido.

Autop of Mind 2026 – Reparadores

Autopeças COFAP – 19,4% BOSCH – 15,9% MONROE – 10,8%

Rolamentos SKF – 57,3% INA – 19,0% FAG – 8,0%

Filtros WEGA – 29,3% TECFIL – 19,2% MANN – 17,9%

Anéis e pistões MAHLE METAL LEVE – 63,4% COFAP – 4,1% TAKAO – 3,4%

Combustível SHELL – 38,8% BR PETROBRAS – 30,6% IPIRANGA – 19,0%

Amortecedores COFAP – 45,3% MONROE – 29,5% KYB / KAYABA – 10,3%

Disco de freio FREMAX – 44,8% HIPPER FREIOS – 29,3% TRW VARGA – 10,1%

Borracha de suspensão MONROE AXIOS – 50,9% SAMPEL – 14,0% MOBENSANI – 8,0%

Baterias MOURA – 58,6% HELIAR – 30,0% BOSCH – 4,5%

Pastilhas e lonas COBREQ – 39,0% FRAS-LE – 33,2% SYL – 5,4%

Molas de suspensão FABRINI – 19,0% COFAP – 17,7% TIGRE – 7,5%

Correias CONTINENTAL CONTITECH – 38,1% DAYCO – 29,5% GATES – 22,6%

Pneus PIRELLI – 23,9% MICHELIN – 19,0% CONTINENTAL – 18,8%

Juntas e retentores SABÓ – 77,2% HENGST – 6,3% ELRING – 4,5%

Embreagens LUK – 78,2% SACHS – 11,4% VALEO – 3,9%

Bandeja de suspensão NAKATA – 28,9% COFAP – 25,2% PERFECT – 11,4%

Pivô e terminal NAKATA – 30,6% VIEMAR – 23,7% PERFECT – 12,7%

Escapamentos MASTRA – 23,9% SCAPEX – 11,2% TUPER – 8,4%

Sondas e sensores NTK – 46,3% BOSCH – 23,5% MTE THOMSON – 12,3%

Velas de ignição NGK – 86,6% BOSCH – 10,3% MAGNETI MARELLI – 0,9%

Bico injetor BOSCH – 61,6% MAGNETI MARELLI – 14,2% NGK – 3,7%

Menos defeitos (percepção de menor índice de falhas) NGK – 14,7% BOSCH – 14,2% COFAP – 11,2%

Óleos lubrificantes MOBIL – 16,4% BR LUBRAX – 12,9% SHELL – 12,9%

Ferramentas GEDORE – 52,8% RAVEN – 9,7% KING TONY – 4,7%

Equipamentos de oficina SUN – 11,0% ELEVACAR – 6,3% RAVEN – 4,7%

Cursos e treinamentos BOSCH – 9,5% NGK – 3,4% MONROE – 1,7%

Veículos populares FIAT – 32,1% VOLKSWAGEN – 25,2% CHEVROLET – 22,8%

Veículos médios TOYOTA – 16,8% VOLKSWAGEN – 14,0% CHEVROLET – 13,8%

Veículos de luxo BMW – 17,5% TOYOTA – 15,3% MERCEDES-BENZ – 14,7%

Marca de autopeças mais admirada BOSCH – 15,3% COFAP – 9,5% NGK – 8,6%

Pesquisa traz informações complementares sobre hábitos do reparador Por Laura Lessa, do After.Lab

Além de mapear as marcas mais lembradas pelos reparadores, a Autop of Mind tradicionalmente levanta dados complementares sobre hábitos e rotinas de trabalho dos 464 entrevistados pelo time do After.Lab. A seguir, os principais achados.

Decisão de marca

Considerando o total da amostra, 84% dos reparadores afirmam que são eles que escolhem a marca da peça a ser substituída, enquanto 13% delegam essa decisão ao proprietário do veículo. Quando o recorte é feito por tamanho do estabelecimento, essa relação se mantém praticamente estável.

Ao observar o comportamento por capital (Tabela 2), a dinâmica também se repete, com uma exceção relativa: Fortaleza apresenta a menor distância entre reparador e cliente, com 25,7% dos respondentes indicando que o proprietário tem o poder de decisão final sobre a marca.

Tabela 2 – Percentual de decisão de troca por capital

Decisão de troca | Belo Horizonte | Brasília | Curitiba | Fortaleza | Porto Alegre | Recife | Rio de Janeiro | Salvador | São Paulo Reparador – 86,5% | 85,4% | 68,0% | 74,3% | 85,7% | 76,2% | 85,4% | 81,2% | 87,7% Proprietário – 10,8% | 14,6% | 16,0% | 25,7% | 9,5% | 23,8% | 13,5% | 15,6% | 8,6% Loja de autopeças – 2,7% | 0,0% | 8,0% | 0,0% | 4,8% | 0,0% | 0,0% | 0,0% | 0,0% Concessionária – 0,0% | 0,0% | 8,0% | 0,0% | 0,0% | 0,0% | 1,1% | 3,1% | 3,7% Total – 100,0% em todas as capitais

Fonte: After.Lab

Onde compra as autopeças

Os distribuidores seguem como principal fonte de fornecimento de autopeças para oficinas no Brasil, concentrando 55% das citações entre todos os reparadores. Essa preferência independe do porte da oficina: distribuidores se mantêm em primeiro lugar quando o recorte é feito por micro, pequeno, médio ou grande estabelecimento.

Na comparação com a edição anterior da Autop of Mind (2024), o varejo ganhou espaço: passou de 27% para 38% das menções como principal origem das peças, ainda distante, porém, da participação dos distribuidores. No recorte por capital, o cenário se mantém parecido, com uma exceção relevante: em São Paulo, as lojas de varejo assumem a liderança como principal fonte de suprimento, com 64,4%.

Tabela 3 – Tipo de estabelecimento em que os reparadores compram as peças por capital

Local de compra | Belo Horizonte | Brasília | Curitiba | Fortaleza | Porto Alegre | Recife | Rio de Janeiro | Salvador | São Paulo Distribuidor – 78,4% | 75,6% | 76,0% | 60,0% | 90,5% | 95,2% | 57,3% | 62,5% | 28,8% Loja de autopeças – 13,5% | 22,0% | 16,0% | 31,4% | 9,5% | 4,8% | 34,8% | 28,1% | 64,4% Concessionária – 8,1% | 2,4% | 8,0% | 8,6% | 0,0% | 0,0% | 6,7% | 9,4% | 5,5% Indústria – 0,0% em todas as capitais, com exceção de São Paulo (1,2%) Internet – 1,1% apenas no Rio de Janeiro; 0,0% nas demais capitais Total – 100,0% em todas as capitais

Fonte: After.Lab

Perfil dos entrevistados

A amostra não foi estratificada previamente por ramo de atividade ou número de funcionários.

Quanto ao tipo de veículo atendido, 97,4% dos entrevistados trabalham com veículos leves e médios, enquanto 2,6% atendem veículos médios e pesados. Em relação ao volume diário de atendimento, 38,1% das oficinas recebem de 6 a 10 veículos por dia; 30,2% atendem de 1 a 5 veículos; e 14,7% trabalham com uma média de 11 a 15 veículos diários.

Quanto ao porte das oficinas, 48,9% são classificadas como pequenas, com 1 a 4 funcionários no atendimento; 27,2% são médias, com 5 a 9 funcionários; e apenas 6,5% se enquadram como grandes, com mais de 20 funcionários dedicados ao serviço.