Número de setores industriais pessimistas aumenta para 24, aponta CNI

CNI: Número de Setores Industriais Pessimistas Sobe para 24 e Acende Alerta na Economia Brasileira

Em junho, aumentou de 23 para 24 o número de segmentos industriais que se declaram pessimistas. É o que aponta a pesquisa Resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgada nesta sexta-feira (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os setores mais pessimistas em relação ao momento atual e às perspectivas para os negócios e para a economia são biocombustíveis, metalurgia, madeira, além de couros e artefatos de couro.

Na outra ponta, empresários de cinco segmentos seguem confiantes: farmoquímicos e farmacêuticos; perfumaria, limpeza e higiene pessoal; produtos diversos; impressão e reprodução; e bebidas.

Falta de confiança se aprofunda entre grandes e pequenas indústrias

Pelo recorte de porte empresarial, a confiança piorou entre grandes e pequenas indústrias. Nas companhias de maior porte, o ICEI caiu 1,6 ponto, para 48 pontos. Entre as pequenas, recuou 0,5 ponto, ficando em 46,3 pontos. Em ambos os casos, os índices se afastam da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança.

Nas médias empresas, houve leve melhora: o ICEI avançou 0,3 ponto, para 47,3 pontos. O avanço, porém, ainda não foi suficiente para tirar o segmento do campo do pessimismo.

Apenas o Nordeste permanece confiante

Entre as regiões, o Centro-Oeste registrou a maior queda em junho: recuo de 2 pontos, de 51,7 para 49,7 pontos, o que levou os empresários locais de volta ao terreno da desconfiança.

No Sul, o índice caiu 0,9 ponto, para 44,4 pontos. No Sudeste, houve baixa de 0,6 ponto, para 46,6 pontos. Em ambas as regiões, o ICEI se afasta ainda mais da marca de 50 pontos, indicando aprofundamento da falta de confiança. No Nordeste, o índice também recuou, de 51,9 para 51,5 pontos, mas ainda se mantém em nível considerado otimista.

No Norte, o ICEI subiu 0,7 ponto, chegando a 45,9 pontos. Apesar da alta, os empresários da região continuam sem confiança.